DIROFILARIOSE

DIROFILARIOSE CANINA

A dirofilariose, ou doença do “verme do coração” é causada por um parasita que, na sua fase adulta, aloja-se no interior do coração.

O parasita é transmitido através da picada de um mosquito que deposita as larvas na pele do cão. Após vários meses, essas larvas migram para vários órgãos que serão por elas afetados: sobretudo os pulmões e o coração, mas também o o fígado, o baço, a pele, os rins, o cérebro e os olhos. No coração, o parasita já adulto, chega a medir até 30 centímetros e completa o seu ciclo de vida reproduzindo-se. Essa descendência chega ao mosquito, quando este pica o cão, dá continuidade a este ciclo.

Os cães com dirofilariose manifestam frequentemente intolerância ao exercício, tosse, dificuldades respiratórias, problemas hepáticos e/ou renais, entre outros sintomas que evidenciam a doença. Geralmente a doença desenvolve-se de forma crónica e pode causar a morte vários anos depois; contudo, pode também desenvolver-se de forma aguda e provocar a morte em poucas horas.

É uma doença generalizada, mais comum em áreas quentes e húmidas, onde os mosquitos são mais abundantes. Em Espanha, as áreas mais afetadas são as Ilhas Canárias, a bacia do Ebro, Valência e Huelva. No entanto, pode ocorrer em qualquer área da península, facto que deveremos ter em conta quando viajamos com o cão.

A dirofilariose tem tratamento, mas é mais simples e seguro a sua prevenção com produtos específicos e exames regulares.

Fonte: Royal Canin

As carraças

As carraças são parasitas externos que afetam o cão, não só devido ao seu aspeto desagradável, mas também porque causam muitos riscos para a sua saúde.

As carraças estão distribuídas por quase todo o mundo e em Portugal aparecem sazonalmente nas épocas de calor, de março a outubro. Embora possam localizar-se em qualquer ponto da anatomia do animal, têm uma predileção pelas orelhas, axilas e entre os dedos.

As carraças alimentam-se do sangue do cão, picando-lhe a pele, onde deixam uma pequena irritação em torno do ponto da picada. Ainda assim, podem ser observadas outras complicações após uma remoção incompleta do parasita ( granuloma eosinofílico e/ou abcessos).

Perante a ocorrência de uma infestação em massa, os efeitos podem ser muito mais graves, uma vez que pode provocar anemia, devido à quantidade de sangue perdido pelo cão na alimentação de todas essas carraças.

Contudo, o principal risco é a a transmissão de doenças, que podem colocar o cão em perigo a vida, tal como a ehrlichiosis ou a doença de Lyme. Esta última é, para além disso, uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos.

De modo a nos protegermos dos perigos das carraças, o melhor remédio é a sua prevenção. O nosso veterinário será a pessoa mais indicada para aconselhar o produto mais adequado, entre uma vasta gama do mercado de antiparasitários para cães e para gatos.

Fonte: Royal Canin

Parasitas Internos

PARASITAS INTERNOS

Existe um número relativo de parasitas internos que afetam o cão. A maioria afeta algumas das partes do aparelho digestivo , mas existem também alguns que afetam o coração, as células sanguíneas ou o sistema imunitário.

Estes endoparasitas caninos podem ser ter tamanhos diferentes e alguns podem igualmente ser transmitidos a pessoas, podendo causar doenças graves.

Existem muitas espécies de parasitas internos e muitos deles chegam ao cão através da picada de hospedeiros tais como pulgas, carraças ou mosquitos. Os grupos mais importantes são os vermes de corpo redondo, ou nematodes, e os vermes de corpo achatado, ou céstodes, que afetam o aparelho digestivo, mas também existem os protozoários que produzem a leishmaniose ou os vermes que produzem dirofilariose, ou doença do “verme do coração”.

Os parasitas que afectam o sistema digestivo costumam alojar-se no intestino, onde se alimentam sugando sangue e nutrientes. No intestino, provocam danos nos tecidos, mas podem também levar à anemia, obstrução intestinal e, no pior dos casos, à morte.

A melhor forma de combater esses parasitas é prevenir que eles cheguem ao cão, seguindo as recomendações do veterinário. Por isso, não nos devemos esquecer de desparasitar o nosso cão de acordo com os prazos estabelecidos pelo nosso veterinário e com o produto que ele nos recomendou, uma vez que é ele quem conhece melhor as espécies que afetam o cão mediante o local onde vivemos.

Se este tópico lhe interessa, deixamos-lhe aqui um resumo das características dos parasitas internos mais importantes.

Céstodes

São vermes de corpo achatado, e a espécie que mais afeta o cão é a Dipylidium caninum, que é transmitida pela pulga. Afecta cães de todas as idades e, além do prurido anal, o cão tem sintomas gastrointestinais, tais como a diarreia. Também poderão ser observados segmentos dos parasitas nas fezes.

Devido à dificuldade em erradicar as pulgas do ambiente onde vivem os cães, que já as tenham tido, são frequentes novas infeções deste parasita.

Existem outras espécies, todavia menos frequentes, como Echinocuccus granulosus e Echinococcus multilocularis, que, mesmo assim, mencionamos, uma vez que podem afetar o ser humano.

Spirocerca lupi

Trata-se de um nematode responsável pela espirurosis, uma doença que afecta, sobretudo, a parede esofágica, mas também o estômago, podendo mesmo afectar a parede da artéria aorta. A espirurosis é um doença endémica nos países tropicais, norte da África e sul da Europa.

Este parasita atinge o cão através dos animais que lhe servem de hospedeiros e que são ingeridos pelo cão. Acredita-se que o verdadeiro hospedeiro da Spirocerca Lupi é o Scarabaeus Laticollis, que afeta pequenos vertebrados como, por exemplo, ratos, que se alimentam deles, afetando assim as várias espécies seguindo a expansão da cadeia alimentar.

Os sintomas mais comuns da espirurosis são regurgitação, por vezes problemas de deglutição, vómitos e aumento da sede. Se o parasita estiver alojado na parede da aorta, poderão surgir dificuldades respiratórias.

A melhor maneira de prevenir que o cão contraia esta doença é não permitir que ele ingira algo que não seja a sua comida habitual.

 

Estrongilídeos

As espécies que produzem estrongilídeos são as Uncinaria stenocephala, Ancylostoma caninum e Ancylostoma braziliense. Dependendo das espécies que afetam o cão, os sintomas podem manifestar-se como anemia grave (para os Ancylostomas) ou diarreia (para os Uncinarias).

A infestação passa por várias fases, as mesmas existentes no desenvolvimento da larva dentro do organismo: cutânea e digestiva. Na primeira fase aparecem pequenas pápulas no abdómen e nos dedos, que desaparecem espontâneamente cerca de dez dias depois. A segunda fase começa quando as larvas alcançam o estado adulto no intestino, momento em que a diarreia e obstipação começam a alternar. Contudo, surge logo uma diarreia persistente, com um odor verdadeiramente fétido. Além disso, se o parasita for um Ancylostoma, surgirá uma anemia grave que deixará o animal fragilizado, já que o parasita se alimenta do sangue do cão, pelo que, se a infestação for muito grande, ele perderá diariamente uma grande quantidade de sangue. Se não for tratada precocemente, pode levar o cão à morte.

Áscaris

São dois tipos de nematodes (vermes de corpo arredondado) que afetam os cães: Toxascaris leonina e Toxocara canis, embora este último também possa afetar o ser humano. Esta doença parasitária manifesta-se principalmente em cães jovens, com menos de um ano de idade.

O parasita entra no organismo do cão através da comida ou da água que possa conter os ovos destas espécies, mas também por via intrauterina (pois existem cachorros que já nascem infetados) ou através do leite materno.

Os sintomas mais comuns são o atraso no desenvolvimento, a perda de peso e a elevada mortalidade nos cachorros entre as 3 e as 7 semanas de idade, se nascerem infetados. Pode surgir igualmente a tosse, se o cão for infetado com Toxocara canis, sendo esta devido ao processo de migração das larvas, que passam pelo coração e pelos pulmões, embora voltem ao intestino pela traqueia.

Em casos muito graves, os vermes podem causar obstrução ou perfuração intestinal. Há que destacar que os parasitas também utilizam os nutrientes, que chegam ao intestino através dos alimentos que o cão ingere, o que também contribui para a deterioração do seu estado de saúde.

Outro nematoide comum é o Trichuris vulpis, que manifesta-se pelos sintomas no sistema digestivo e na perda de peso. Por ser um parasita que se alimenta de sangue, pode também causar anemia. O cão pode ser afetado por este parasita ao ingerir ovos que poderão estar em qualquer parte do ambiente exterior.

Protozoários

As duas espécies de protozoários (parasitas unicelulares) que afetam o cão são a Babesia canis e a Leishmania infantum.

O animal que transmite ao cão a Babesia canis é a carraça, em particular, as espécies Dermacentor reticulatus e Rhipicephalus sanguineus.

Estes parasitas unicelulares têm um processo de reprodução um pouco complexo, pois passam por uma fase assexuada, e outra sexuada, e alimentam-se de glóbulos vermelhos, podendo passar despercebidos até que a infeção seja muito grave.

Assim, o melhor tratamento é prevenir que as carraças piquem o cão.

Quanto ao protozoário Leishmania infantum, provoca uma doença que destrói o sistema imunitário do cão, a leishmaniose, sendo a causa do surgimento de outras doenças.

Ele chega ao cão através da picada das fêmeas do mosquito Phlebotomus perniciosus, sendo, por isso, bastante aconselhável utilizar produtos repelentes contra estes insetos. Contudo, os laboratórios já comercializam vacinas que tornam o sistema imunitário do cão capaz de combater o parasita sem que este chegue a produzir qualquer doença, o que até agora era impossível.

Dirofilariose

Trata-se de um outro verme, embora este afete o coração, mais concretamente, o ventrículo e átrio direitos, bem como a artéria pulmonar, o Dirofilaria immitis. Também é transmitida por mosquitos, especialmente por aqueles que vivem em países tropicais ou quentes, como é o caso de Portugal, que possui regiões particularmente sensíveis.

Ténias caninas

Existem duas espécies de ténias que afetam o cão, a que causa a dipilidiose e a que causa o quisto hidático.

O nome do parasita que causa a dipilidiose é o Dipilidium caninum e trata-se de um platelminte que não só aloja-se no cão, como também pode afetar o gato e o ser humano.

É transmitido pelas pulgas, especialmente pelas espécies Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis. No entanto, é nestes parasitas externos que se desenvolve a primeira fase do ciclo de vida da ténia, já que, para chegar à fase adulta precisa de estar noutro hospedeiro, geralmente num mamífero. É fácil entender o porquê, se considerarmos que a forma adulta do verme pode medir até 70 centímetros de comprimento e até 3 centímetros de largura.

Por outro lado, o parasita que causa o quisto hidático ou hidatidose é o Echinococcus granulosus, que entra no cão através da ingestão de alimentos que contenham ovos ou larvas. Pode igualmente afetar o ser humano.

É especialmente frequente em áreas com climas temperados, sendo relevante porque pode levar o animal infetado à morte. Necessita de duas espécies de hospedeiros diferentes, os mamíferos herbívoros ou omnívoros, para que as larvas se desenvolvam, e mamíferos carnívoros, para que o verme adulto se desenvolva.

Fonte: Royal Canin

Alergias em cães e gatos

SE SE COÇA… ATUE

Em determinados momentos é complicado detetar com precisão qual é o motivo que leva o seu cão a coçar-se tanto. Isto pode estar relacionado com várias causas e o seu veterinário tem conhecimento de todas. Consulte-o perante qualquer suspeita!

Consulte um especialista se o seu cão manifesta alguma das seguintes afeções:

  • Pele seca, avermelhada ou escamada.
  • Se se lambe e/ou se coça muito (corpo, ouvidos, olhos, nas almofadas das patas, etc).
  • Vomita e/ou tem diarreia.

 

Detetá-las é fácil e o seu veterinário pode explicar-lhe como preveni-las. Evite consequências mais graves com visitas frequentes à sua clínica veterinária.

Se se trata de uma afeção alérgica, devemos tratá-la o quanto antes para que não se transforme numa coisa mais grave e possa diminuir a qualidade de vida do nosso amigo.

Existem imensas causas que podem explicar este tipo de afeções que alteram o comportamento do cão: os conhecidos parasitas (pulgas, carraças, ácaros) e outras causas também bastante comuns, tais como o pólen, o pó, os medicamentos, o perfume, os produtos de limpeza, alguns alimentos, etc.

O veterinário poderá identificar ou descartar qualquer uma destas causas e colocar outras que sejam possíveis, já que um problema de pele na pelagem do seu cão significa, muitas vezes, muito mais do que aquilo que se vê. Na verdade, é possível que aquilo que se observe externamente tenha uma origem interna desencadeada por uma reação alérgica ante as proteínas inofensivas presentes no alimento.

Se acha que o seu cão pode sofrer de uma alergia alimentar, deve procurar reconhecer que alimentos são aqueles que desaencadeam o problema. Não siga os conselhos de qualquer pessoa e não se fie de tudo aquilo que lê na internet. Consulte sempre o seu veterinário!

Em muitos casos é possível encontrar uma solução nutricional adequada para os problemas dermatológicos do seu cão. Os nossos produtos especializados Royal Canin oferecem a nutrição mais adequada para cada caso.

Ao trabalhar em conjunto, você, o seu veterinário e ROYAL CANIN®, podem ajudar a sua mascote.

Fonte: Royal Canin

ATOPIA

O QUE É ATOPIA ?

Atopia em Cães

A atopia é a alergia a determinados elementos do meio ambiente, denominados alergénios (ácaros, penas, pólen, etc.), causando uma inflamação crónica da pele que se caracteriza por uma comichão intensa.

Existem outros sintomas que poderão também aparecer, como a otite, inflamação dos lábios, infeções e áreas de pele irritadas e avermelhadas.

Não se sabe exatamente como é que os alergénios afetam a pele. Contudo, já foi demonstrado que, em cães com atopia, o efeito da barreira cutânea é deficiente.

O tratamento da atopia tem como objetivo o controlo dos sintomas e proporcionar uma boa qualidade de vida ao animal, através da combinação de várias terapias:

  • Imunoterapia ou “vacinas”.
  • Medidas de controlo para reduzir a exposição e o contacto com o alergénio (saindo para a rua se existir uma menor carga de alergénios, ou utilizando colchões anti-ácaros, ou aspiradores com filtro).
  • Fármacos para combater a irritação, a comichão e as infeções secundárias.
  • Alimentação específica que ajude a reforçar o efeito da barreira da pele e a reduzir a inflamação cutânea.

Embora não tenha cura definitiva, uma vez que não é possível eliminar a existência dos alergénios presentes no meio ambiente, deve-se ir ao veterinário assim que os sintomas sejam observados.

Fonte: Royal Canin

Obesidade – Excesso Peso

Parece que a obesidade – excesso de peso não é apenas um problema em crescendo no ser humano, dado que este mesmo mesmo problema começa a ser incluído como um dos transtornos mais frequentes nos nossos cães, cada vez mais humanizados.

Considera-se que um cão é obeso quando seu peso corporal é superior a 20-30 por cento da sua massa corporal (dependendo das características do próprio cão), tratando-se de uma doença multi-fatorial, ou seja, que envolve vários fatores, tais como a raça, idade, sexo, esterilização, tratamentos contracetivos, doenças endócrinas, medicamentos e certos hábitos, como o sedentarismo.

A melhor maneira de lutar contra a obesidade é preveni-la. Contudo, caso seja necessário implementar um tratamento, devido à existência de excesso de peso, este deverá ser feito o quanto antes, já que os cães obesos têm uma esperança de vida menor e sofrem de problemas osteoarticulares irreversíveis. Além disso, este tipo de doença faz com que o cão não queira fazer exercício, entrando, assim, num ciclo vicioso, do qual é praticamente impossível sair.

Devemos também combater obesidade porque ela encontra-se frequentemente associada à diabetes, uma vez que o excesso de peso modifica o metabolismo e favorece a resistência à insulina. Para além disso, o excesso de peso diminui a capacidade de resposta imunológica, produz desequilíbrios hormonais, aumenta o risco de tumores da mama e de problemas de pele, entre outros tipos de gravidade.

A origem do excesso de peso está no desequilíbrio entre a quantidade de energia que é ingerida e aquela que é gasta, sendo que, para manter o peso ideal, é necessário fornecer uma alimentação com ingestão calórica adequada, controlar a ração diária e garantir um determinado nível de atividade. Quando o cão tem excesso de peso é necessária uma dieta de emagrecimento, com um alimento cuja ingestão calórica seja restrita, combinada com o aumento do exercício diário e o cumprimento à risca da quantidade de ração.

As características do alimento para perder peso são muito importantes. Assim, ele deverá proporcionar um menor consumo energético, através da diminuição do nível de gordura, que é a principal fonte de energia, e adiciona-se L-carnitina, que promove a queima de gorduras. No entanto, a quantidade de proteínas poderá ser aumentada, devido a estas serem menos energéticas que as gorduras, e ajudarem na manutenção da massa muscular, ou pode aumentar-se a quantidade de fibras, que são o nutriente que menos energia possui, e que, simultaneamente, fornece uma sensação de saciedade.

A este respeito, e por forma a evitar que o cão reclame uma quantidade extra de comida entre as refeições, e para que seja mais fácil racioná-la, algumas dietas direcionadas para a obesidade proporcionam uma maior sensação de saciedade, integrando altos níveis de fibras de vários tipos, como o psílio, e outras fibras com grande capacidade de absorção de água.

Outro aspeto a ter em conta no alimento destinado à perda de peso é a dose ser maior, o que é possível graças a croquetes de baixa densidade.

Uma vez que existe uma maior sobrecarga das articulações nos animais obesos, é importante que os alimentos para controlar o peso tenham condroprotetores (glucosamina e condroitina). Por outro lado, e apesar da redução do nível de gordura, a ingestão de ácidos gordos e de vitaminas deverá ser adequada, por forma a garantir o bom estado da pele e do pelo.

Por fim, a cereja no topo do bolo, um alimento realmente adequado ao controlo da obesidade é que seja saboroso, sobretudo porque muitas vezes os cães obesos estão habituados a comer alimentos suculentos.

Como se trata de uma doença, o nosso conselho é que o processo de perda de peso seja supervisionado por um veterinário, pois, em situações em que o peso seja muito elevado, o processo deve ser mais lento. No entanto, nenhum tratamento será eficaz se não houver um compromisso sincero do dono e de todo o ambiente que envolve o cão.

Fonte: Royal Canin

O Banho

É possível que o nosso cão necessite de um banho em algumas ocasiões e não haja nenhum motivo higiénico para não fazê-lo, mas devemos respeitar certas normas. A primeira é ajustar a frequência do banho às verdadeiras necessidades higiénicas do cão, uma vez que banhos muito frequentes podem causar algum transtorno à pele, um risco que aumenta se os produtos cosméticos utilizados não forem adequados. É claro que, para o banho não ser uma tortura para o cão nem para o dono, é imprescindível que esteja habituado desde cachorro. Tendo visto estas noções básicas, vamos agora ver como dar um banho com as melhores condições possíveis. Curiosamente, começamos pelas condições anteriores ao banho: o pelo deve estar desenriçado, senão, quando molhado, torna-se emaranhado e impossível de escovar, de modo que necessitará de ser cortado. Mesmo antes do banho, deve ter-se preparados todos os utensílios, desde os produtos cosméticos até um tapete antiderrapante no fundo da banheira, passando pelas toalhas com as quais se retira o excesso de humidade. Também é muito importante que a temperatura ambiente da divisão seja adequada, pois o cão pode constipar-se caso esteja demasiado frio. Quando o cão estiver dentro da banheira, deve molhar-se cuidadosamente com água morna, quase quente. Não é imprescindível, mas se quiser deixar água no fundo da banheira, o nível máximo deve ser até roçar o peito, nunca acima disso pois pode dificultar os movimentos. Quando o cão estiver completamente molhado, aplica-se o champô, que deve espalhar-se de forma homogénea por todo o corpo. Para tal, é melhor colocar uma pequena quantidade na palma da mão e aplicá-la em diferentes partes do corpo, para depois poder espalhar o máximo possível. É necessário ter em conta que se deitar toda a quantidade de champô necessária no lombo para depois espalhar, será más difícil que chegue de forma homogénea ao resto do corpo, uma vez que a quantidade máxima ficará concentrada no dorso. A última parte que se deve ensaboar é a cabeça, e deve ter-se muito cuidado para não entrar espuma nos olhos, nas orelhas ou no nariz. Depois de aplicar correctamente o champô, é necessário enxaguar o pelo de forma a conseguir eliminar completamente todo o champô, pelo que, mais uma vez, é de realçar a importância de aplicar pouca quantidade e espalhá-la de forma adequada. Conforme as características do pelo, pode aplicar-se um condicionador, seguindo sempre as indicações do fabricante, pois alguns requerem esclarecimento quanto à sua utilização. Depois de enxaguar bem, é preciso remover o excesso de água, primeiro pressionando suavemente com as mãos e depois com as toalhas, que temos preparadas desde o início. Depois de retirar o excesso de água vem a parte mais detestada por muitos cães, o secador, que apesar disso é imprescindível, uma vez que se o cão ficar húmido pode constipar-se ou causar alguma irritação na pele. Isto também deve ser feito no verão. Deixámos este ponto para o fim devido à sua importância, mas antes de começar deve remover-se tudo o que se possa romper ou partir e se encontre ao alcance do cão, especialmente objectos de vidro!

Fonte: Royal Canin