E depois do sopro: Será que o meu cão vai ter uma insuficiência cardíaca?

Como se detecta um sopro cardíaco?

A auscultação cardíaca é uma ferramenta fundamental na avaliação dos sons cardíacos e assim detectar os primeiros sinais de doença cardíaca. Assim sendo, a forma mais comum de detectar um sopro cardíaco é através da auscultação com um estetoscópio.

Frequentemente, os sopros cardíacos são detectados acidentalmente – isto é, são detectados sem que haja ainda qualquer sintoma de doença cardíaca.

Neste sentido, a auscultação é de extrema importância nas consultas e deve ser realizada em todas as ocasiões.

Como se distingue um sopro dos sons cardíacos normais?

Os sons cardíacos resultam da passagem do sangue através das câmaras cardíacas e dos grandes vasos, responsáveis pela circulação do sangue pelo organismo.

De uma forma breve, num coração saudável são audíveis dois sons principais – muitas vezes descritos como “lub-dub” – que correspondem ao encerramento das válvulas cardíacas e das válvulas dos grandes vasos sanguíneos.

Quando o sangue passa dos átrios para os ventrículos dá-se o encerramento das válvulas que separam estas duas câmaras (a Mitral e a Tricúspide), e é então auscultado o primeiro som cardíaco – “lub”. O segundo som audível, o “dub”, corresponde então ao encerramento das válvulas dos vasos que levam o sangue para fora do coração.

Estes sons repetem-se ao longo do ciclo cardíaco e permitem avaliar, numa primeira instância, a função cardiovascular.

Num coração saudável, estes sons cardíacos (“lub-dub”) são normalmente de curta duração. Os sopros, por outro lado, têm uma duração maior e podem ser auscultados em períodos do ciclo cardíaco que seriam normalmente silenciosos.

Como descrito, os sopros correspondem à passagem de sangue num sentido oposto ao fluxo sanguíneo, por falha no encerramento adequado das válvulas cardíacas.

Quando detectados, os sopros cardíacos são classificados consoante são auscultados durante a contracção cardíaca ou durante o relaxamento, consoante a sua localização e a sua intensidade.

Uma vez identificado um sopro cardíaco, mesmo na ausência de sinais clínicos de doença cardíaca, devem ser realizados exames complementares de diagnóstico. A radiografia torácica e a ecocardiografia permitem avaliar a morfologia cardíaca e garantir uma base de referência para avaliar a progressão da doença cardíaca. Estes exames também permitem adequar o tratamento necessário para retardar a evolução da doença.

De que forma ajudam as radiografias e a ecocardiografia no diagnóstico da doença da válvula mitral?

A radiografia torácica permite avaliar diversas características cardíacas, entre as quais a avaliação da dimensão do coração e das suas câmaras. O coração com um sopro causado por doença da válvula mitral pode, inicialmente, não ter qualquer alteração de tamanho. Com a progressão da condição, o coração tende a aumentar de tamanho, e diz-se então que há cardiomegália.

Avaliar se existe um aumento significativo no tamanho do coração é de extrema importância, uma vez que cães com doença da válvula mitral e com cardiomegália apresentam maior probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca congestiva num espaço de 12 a 24 meses, do que cães sem cardiomegália.

Diagnosticar cardiomegália permite assim fornecer um prognóstico sobre a condição dos pacientes e permite aos médicos veterinários desenhar um plano terapêutico apropriado.

Outra ferramenta igualmente útil, é a avaliação cardíaca através de ecografia. A ecocardiografia permite avaliar a morfologia e dimensão das câmaras cardíacas, a função das válvulas e o fluxo sanguíneo. Esta avaliação ecocardiográfica é útil para confirmação de cardiomegália e para o estadiamento da doença.

O diagnóstico e a avaliação da doença cardíaca pode ser, muitas vezes, desafiante. Por isso poderá ser necessário recorrer a um médico veterinário especialista em cardiologia.

Quando se deve iniciar a terapêutica?

Ao ser detectado um sopro cardíaco, depois de realizados os exames complementares de diagnóstico, deverá ser orientado um plano de tratamento.

Actualmente os estudos demonstram que é vantajoso iniciar terapêutica em cães com doença da válvula mitral e com cardiomegália confirmada, mesmo na ausência de sinais clínicos como intolerância ao exercício, tosse ou problemas respiratórios.

Animais nestas condições, dizem-se numa fase pré-clínica (anterior ao desenvolvimento de sinais clínicos). O objectivo de iniciar uma terapêutica nesta fase, é o de prolongar ao máximo o tempo de vida dos pacientes diagnosticados com doença degenerativa da válvula mitral.

Na verdade, com a medicação adequada, é possível retardar o aparecimento de sinais clínicos e prolongar o tempo de vida durante meses.

Assim, um diagnóstico atempado é fundamental!

Dado que é uma condição tão frequente, é de extrema importância realizar check ups regulares a todos os cães de maior idade, especialmente nos cães com predisposição conhecida para doença da válvula mitral.

Aos pacientes a quem já foram detectados sopros cardíacos, é recomendada a realização de exames complementares de diagnóstico. Estes exames devem ser repetidos de forma regular, para que seja possível acompanhar a evolução da doença e adaptar o tratamento.

Porque é que o meu cão tem um sopro cardíaco?

O QUE É UM SOPRO CARDÍACO?

O sopro cardíaco é um sintoma que se pode detetar à auscultação cardíaca durante um exame físico . Surge devido a fluxo de sangue de velocidade elevada e turbulento através das válvulas cardíacas.
Ocorre normalmente quando existe mau funcionamento das válvulas cardíacas e das grandes artérias. Mas também pode ocorrer devido a defeitos congénitos do coração, dilatação cardíaca ou mesmo em situações sem patologia cardíaca (p.ex. anemia).

O coração é composto por 4 cavidades: o átrio esquerdo, o átrio direito, o ventrículo esquerdo e o ventrículo direito. O coração contém 4 válvulas: a válvula mitral, a válvula tricúspide, a válvula aórtica e a válvula pulmonar.

As válvulas são compostas por umas estruturas em folha finas que se fecham quando o coração se contrai, evitando o retrocesso do sangue. Elas abrem quando o coração relaxa, fazendo com que o fluxo sanguíneo se faça num sentido único.

O mau funcionamento valvular pode dever-se a problemas de desenvolvimento ou a patologias adquiridas ao longo da vida do animal. Ao haver obstrução ao normal fluxo sanguíneo ou incorrecto encerramento das válvulas cardíacas, surge um sopro.

Muitas são as doenças que podem levar ao desenvolvimento de sopros cardíacos, entre as quais se destaca a Doença da Válvula Mitral – a causa mais importante e frequente de doença cardíaca nos cães.

O QUE É A DOENÇA DA VÁLVULA MITRAL?

A Doença degenerativa da válvula mitral, também chamada Doença Mixomatosa da Válvula Mitral (DMVM) é a doença cardíaca que mais afecta os cães.

Como a progressão da doença é lenta, o período em que os cães afetados não mostram sintomas é normalmente longo.

Sabe-se que a doença afecta mais frequentemente cães machos de meia idade e idosos e tem maior incidência nas raças pequenas.

HÁ ALGUMA PREDISPOSIÇÃO ESPECIAL DE ALGUMAS RAÇAS?

Algumas raças são particularmente predispostas a esta doença. As raças mais afectadas são:
* Cavalier King Charles Spaniel (nesta raça existe hereditariedade genética desta patologia)
* Caniche
* Whippet
* Yorkshire Terrier
* Chihuahua
* Shih-Tzu
* Schnauzer miniatura
* Teckel

Existem também raças de maior porte afectadas com alguma frequência, como o Border Collie e o Pastor Alemão.

A doença é tão comum que existem estudos que apontam que 3% de todos os cães que vão ao veterinário para uma consulta de rotina (p.ex. vacinação) tenham esta patologia. Ou seja, os tutores não notam qualquer alteração no estado geral do cão e no exame físico não se detectam sinais de insuficiência cardíaca. No entanto, quando o veterinário ausculta o cão, é detectado um sopro cardíaco.

O QUE CAUSA A DOENÇA DA VÁLVULA MITRAL?

A válvula mitral separa as duas câmaras cardíacas esquerdas do coração. O átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. Nos animais com DMVM, o tecido que constitui a válvula mitral fica alterado, degenera-se.
Isto leva a que a válvula se vá tornando mais espessa e irregular. Esta alteração da válvula faz com que, de cada vez que o coração contrai, a válvula não fecha corretamente. Esta válvula tem uma função muito importante, impedindo que o sangue que sai do ventrículo esquerdo para o corpo todo, faça refluxo para o átrio esquerdo de onde veio. O sangue no interior do coração flui dos átrios para os ventrículos.

Nos animais, com DMVM, há uma porção de sangue que volta “para trás”, do ventrículo para o átrio. Esta regurgitação provoca uma turbulência que é audível à auscultação com estetoscópio. É o som desta turbulência que constitui o sopro.

À medida que a doença progride, o coração vai-se dilatando e vão surgindo sintomas de insuficiência cardíaca congestiva.

É uma doença crónica de progressão lenta que não tem cura, por isso os tratamentos que existem servem sobretudo para retardar a doença, prolongando o tempo de vida dos pacientes.

Saúde das Articulações

Como adoramos ver o nosso cão a correr e a brincar incansavelmente e como gostaríamos que fosse sempre assim!

No entanto, sendo ele um ser vivo, o nosso cão poderá sofrer de algum problema de mobilidade ao longo da sua vida devido, por exemplo, a um traumatismo.

Na verdade, os traumatismos não são os únicos que podem reduzir a mobilidade dos nossos cães, pois existem outros fatores, como o porte grande, o excesso de peso, o exercício intenso ou a idade avançada, que podem afetar a sua capacidade de locomoção.

Para se conseguir intervir a tempo neste processo de degeneração gradual, devemos estar atentos aos sinais de dificuldade de locomoção:

  • Dificuldades em se mover de manhã (rigidez articular matinal).
  • Recusa em executar o exercício habitual.
  • Dificuldades em caminhar.
  • Dificuldades em se levantar depois de estar deitado.
  • Problemas em caminhar após o exercício.
  • Utiliza mais uma perna que outra.
  • Dificuldade em subir e descer escadas ou entrar e sair do carro.
  • Dor ao ser tocado.
  • Maior apatia e pouco sociável.
  • Não consegue dormir nos locais habituais.
  • Perda de apetite.

Como as dificuldades de locomoção geralmente começam com a deterioração da cartilagem das articulações, o que, por sua vez, causa uma inflamação da área e provoca dor (a verdadeira responsável pela redução da mobilidade do cão), terá de ser o veterinário a determinar o tratamento adequado. Este poderá ser, em parte, um alimento especial.

Na Royal Canin, estamos conscientes da importância que o alimento possui no tratamento dos problemas de mobilidade. Por esta razão, dispomos de vários alimentos especiais.

O que é a Disfunção Cognitiva?

A disfunção cognitiva significa a alteração de determinadas capacidades sensoriais, tais como a perceção, a aprendizagem e a memória, sendo que os gatos, com o passar a idade, podem igualmente sofrer destes tipos de alterações.

Se o seu gato mia dia e noite sem motivo, irrita-se mais facilmente, se o encontra demasiado assustado sem razão ou se ele parece esquecer-se das rotinas básicas, como ir à caixa de areia, então é provável que ele sofra de disfunção cognitiva.

A sua origem está relacionada com a deterioração que o sistema imunitário vai sofrendo com o passar dos anos, que o torna menos eficaz no combate contra os radicais livres, que são a causa de muitas doenças degenerativas deste tipo.

Existem tratamentos médicos, para combater a disfunção cognitiva, melhoram o transporte de oxigénio para o cérebro e fornecem nutrientes específicos para ajudar a melhorar os sintomas. Tem-se demonstrado que o aumento da ingestão de ácidos gordos essenciais (metade do cérebro é composto por estes) e antioxidantes (para combater os radicais livres) na dieta pode ser muito benéfico.

Existem vários alimentos da Royal Canin para gatos, com idade superior a 12 anos, que foram concebidos para ajudar estes nossos amigos a combaterem a disfunção cognitiva, entre eles: 
Senior Consult Stage 2Ageing 12+ da Royal Canin.

 

Exames Veterinários e o Gato Sénior

O velho ditado que diz que um ano de gato equivale a sete anos humanos não é exatamente verdade. Alguns especialistas afirmam que um gato de um ano se assemelha a um jovem de 16 anos. Quando o seu gato entra no seu segundo ano, é como um jovem adulto de 21 anos. Após essa idade, pode assumir que por cada ano que o seu gato vive, envelhece quatro “anos humanos”.

Com essa evolução, não demora muito tempo até o seu gatinho se tornar num cidadão sénior. A American Association of Feline Practitioners (Associação Americana de Profissionais Felinos) afirma que o gato avança para a idade madura quando tem entre 7 e 10. É considerado um gato “sénior” entre os 11 e 14 anos e gato “geriátrico” com mais do que essa idade.

À medida que vai envelhecendo, o gato é mais suscetível de sofrer de muitos dos mesmos problemas de que os seus companheiros humanos sofrem com o passar dos anos, a única diferença consiste no facto de o gato não ser suscetível a queixar-se das suas dores e desconfortos físicos, das oscilações do seu apetite ou dos seus problemas digestivos ou renais. De facto, os felinos tendem a esconder os seus problemas físicos. O gato é um predador, mas também uma presa. Está na sua natureza esconder as suas fraquezas.

Os especialistas recomendam visitas semestrais ao médico veterinário no caso de gatos sénior para estabelecer uma linha de base e detetar problemas numa fase inicial, antes de estes se tornarem mais difíceis (e mais dispendiosos) de tratar. O seu médico veterinário irá realizar um exame físico típico, do nariz à cauda, para verificar a pelagem do seu gato, o seu tónus muscular e o estado dos seus órgãos, olhos, ouvidos e boca.

O médico veterinário do seu gato também poderá querer realizar testes de triagem básicos que podem precisar de ser repetidos anualmente. Estas triagens podem incluir testes de medição da pressão sanguínea do seu gato, contagem de células sanguíneas, análise da função hepática e renal, bem como da tiroide. Tais análises podem indicar sinais de doença tal como doença renal e hepática, hipertiroidismo e problemas urinários.

Como defensor da saúde do seu gato, o seu trabalho consiste em estar atento a sinais de alerta e a consultar o seu médico veterinário acerca de alterações comportamentais e fisiológicas que observar à medida que o seu gato envelhece.

  • Alterações alimentares. Consulte o seu médico veterinário sobre quaisquer alterações nos hábitos alimentares do seu gato sénior. O aumento ou perda de peso indesejado nesta fase da vida do seu gato pode indicar um problema de saúde. O seu médico veterinário deve estar envolvido em quaisquer decisões relativas a alterações na dieta de um gato maduro. Aprenda mais sobre como a linha de alimentos secos e húmidos para gato da Royal Canin pode desempenhar um papel para ajudar o seu gato a manter um peso e um estilo de vida saudáveis.
  • Alterações da mobilidade. O seu gato ainda consegue alcançar facilmente os pratos de alimento e de água, subir à sua cama? e à sua caixa de areia, consegue entrar e sair facilmente? Não é invulgar que um gato mais velho durma mais, mas também não é uma má ideia tentar que tenha períodos de atividade para promover o tónus muscular e a estimulação mental. Esteja igualmente atento à capacidade do seu gato para tratar da sua própria higiene. Uma pelagem emaranhada pode levar a odor corporal e caspa de gato.
  • Os olhos, orelhas e boca. Os gatos mais velhos tendem a sofrer de mais problemas dentários, o que pode prejudicar a ingestão e provocar dor significativa. À medida que vai envelhecendo, o gato pode também sofrer de perda de visão e de audição.
  • Outras alterações comportamentais. Alguns gatos mais velhos podem chorar durante a noite. Podem relacionar-se de modo diferente de alguma forma com as pessoas que vêem regularmente. Alerte o seu médico veterinário para tais alterações.

Pode observar alguns problemas que são simplesmente uma parte normal do envelhecimento do seu gato, mas, a menos que leve o seu gato ao médico veterinário, não saberá se essas alterações indicam algo mais grave. Certifique-se de utilizar o seu médico veterinário como um recurso para monitorar as necessidades fisiológicas e nutricionais do seu gato. Certifique-se de consultar o seu médico veterinário relativamente a ajustes recomendados à dieta do seu gato, à medida que o seu animal de estimação envelhece.

DICAS PARA LEVAR CONSIGO

  • Siga o conselho do seu médico veterinário acerca da frequência dos exames de rotina do seu animal de estimação.
  • Consulte o seu médico veterinário antes de realizar quaisquer alterações à dieta do seu gato sénior.
  • Não tenha vergonha de partilhar as alterações que verificar no seu gato com o seu médico veterinário.

O meu Cão tem Excesso de Peso? 

Tem um cão com excesso de peso?

Tal como nós, não é difícil os cães ganharem uns quilos extra, especialmente quando ficam mais velhos e fazem menos exercício físico.

O seu cão tem excesso de peso?

O seu médico veterinário será capaz de avaliar, durante as consultas de rotina, se o seu cão tem excesso de peso. No entanto, é bastante simples pesar um cão de raça pequena em casa, usando as balanças domésticas. Em primeiro lugar, pese-se; de seguida, pegue no seu cão ao colo e volte a pesar-se para calcular a diferença. Este método é mais difícil para cães maiores, pelo que se tem um cão de raça grande, deverá querer pesá-lo sempre nas balanças do seu veterinário!

Avaliar a condição corporal do seu cão é um processo rápido e permite-lhe usufruir de mais tempo de qualidade e com as mãos no seu animal de estimação.

Dietas Light

Poderá também considerar a utilização de uma ração “light”, especialmente formulada para o seu cão com excesso de peso. Os alimentos Cão Rotweiller com dona no exterior“Light” têm um menor teor de gordura do que as rações standard para cão, mas são enriquecidos com nutrientes essenciais para responder às necessidades do seu cão, mesmo quando as suas doses são reduzidas. Se já alimenta o seu cão com uma dieta específica para uma condição clínica, ou uma fórmula sensível ou delicada, consulte o seu médico veterinário, antes de fazer alguma alteração alimentar.

Quando o seu cão recuperar a condição corporal ideal, ajuste ligeiramente a quantidade de alimento que lhe dá para o ajudar a estabilizar o seu peso – não quer que ele continue a perder peso! Continue a monitorizar regularmente a condição corporal do seu cão para que o seu amigo de quarto patas se mantenha feliz e saudável.

Seja paciente

É sempre uma boa ideia consultar o seu veterinário antes de iniciar o seu cão num programa de perda de peso, uma vez que o peso está muito ligado à saúde do seu cão. Tal como ajudá-lo a definir um plano de perda de peso personalizado para o seu pet, o seu veterinário também acompanhará a evolução e poderá dar-lhe todo o apoio necessário.

A perda de peso deve ser gradual, ao longo de vários meses, dependendo no peso que precisa de perder e, em alguns casos, poderá demorar até um ano. Se perder o peso demasiado rápido, poderá facilmente recuperá-lo, pelo que deve ser paciente.

Alimentos para cães com excesso de peso e obesos

A Puppycare disponibiliza rações para perda de peso cuidadosamente preparadas, cada uma como resultado dos mais recentes avanços científicos em qualidade, sabor e nutrição e desenvolvidas para ajudar a Braco alemão no jardimsuportar um programa de perda de peso. Clique em cada marca para saber mais.

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Ajudar o seu cão a perder peso

Consulte o seu médico veterinário antes de fazer qualquer alteração na dieta do seu cão porque ele poderá indicar-lhe qual o peso ideal e qual a melhor forma de o atingir. O peso ideal para um Labrador, por exemplo, será sempre diferente do peso ideal de uma raça Toy, pelo que é importante que saiba qual o peso a definir como objetivo. É importante que o seu cão seja pesado e faça um check-up para identificar eventuais doenças ou questões de saúde, antes de começar alguma dieta, uma vez que o ganho de peso poderá não estar relacionado com excesso de alimentação.

Para ajudar o seu cão a perder peso, aumente a quantidade de energia que ele queima (através de brincadeira e exercício) e reduza a quantidade de energia que ele ingere. Os restos de comida e guloseimas têm, com frequência, muitas calorias, pelo que deve evitá-los (assegurando-se de que toda a família faz o mesmo). Mesmo quando são dados como sinal de afeto, continuam a ser muito calóricos!

Se tem vários cães, alimente o seu cão obeso em separado para que não consiga ir comer as sobras dos outros. Experimente dividir a dose diária em porções mais pequenas e alimente-o com maior frequência para ajudar a reduzir a fome e os pedidos de comida. E controle sempre o que o seu cão come. O seu veterinário poderá sugerir reduzir a quantidade diária de alimento ou mudar para uma dieta baixa em calorias. Nunca deixe o seu cão passar fome e nunca restrinja o seu alimento sem acompanhamento veterinário.

Consulte o seu veterinário

Se o seu cão não conseguir perder peso, apesar do aumento de actividade e da redução na ingestão de calorias, fale novamente com o seu veterinário, que poderá querer analisar se existe alguma questão clínica oculta que possa estar a provocar o aumento de peso. A perda de peso nos cães é um processo lento e constante e o segredo para o seu sucesso é a paciência.

Fonte: Purina

Parasitas externos em Animais de estimação

Parasitas externos e Animais de estimação

Os parasitas externos para além de serem um incómodo para os animais e também para as pessoas podem provocar doenças em alguns casos graves.

Felizmente as doenças provocadas por parasitas externos podem ser prevenidas. Consulte o seu médico veterinário para criar um Programa Completo de Protecção Antiparasitária que seja correcto para o seu animal de estimação.

 

Que problemas podem as Pulgas causar aos animais?
O que se pode/deve fazer contras as Pulgas?
Que problemas podem as Carraças causar aos animais?
O que se pode/deve fazer contra as Carraças?
Que problemas podem os Flebótomos (pequenos insectos) causar nos cães?
O que se pode/deve fazer contra os Flebótomos?
Que problemas podem os Mosquitos causar aos animais?
Que problemas podem os Ácaros causar aos animais?
O que se pode/deve fazer contra a Sarna?

 

 

 

• Que problemas podem as Pulgas causar aos animais?

Dermatite Alérgica pela Picada da Pulga (DAPP)

As picadas de pulgas que são muito activas têm como resultado para os cães e gatos e por vezes donos irritação, dor e prurido. Quando adicionalmente o animal é alérgico a algum dos componentes da saliva da pulga pode surgir a DAPP, cujos principais sintomas são:

 

Diagrama ilustrado dos sintomas da DAPP nos cães e nos gatos

 

Duas fotografias de lesões causadas pela DAPP

 

Transmissão de vermes achatados (céstodos) Dipylidium caninum

As pulgas são o hospedeiro intermediário da ténia Dipylidium caninum, a mais comum em cães e gatos. Os cães ou os gatos ao lamberem-se ou ao mordiscarem o pêlo podem ingerir uma pulga infectada com a forma larvar (quisto) da ténia. Esta é libertada no intestino do cão/gato e evolui até à forma de adulto. Desta situação resulta a necessidade de tratar também os animais que têm pulgas, contra céstodos.

Fotografia de dipylidium caninum

Este céstodo pode causar os seguintes problemas:

  • Perdas nutricionais
  • Diarreias
  • Mau estado geral

 

• O que se pode/deve fazer contras as Pulgas?

Para prevenir o aparecimento destes parasitas é importante proceder à aplicação regular de produtos eficazes e adequados, que eliminem as pulgas adultas (antes que possam pôr ovos), e de preferência que o façam por contacto, ou seja, que não seja necessário que as pulgas piquem os animais tratados para serem eliminadas (de modo a evitar as DAPP).

As infestações por pulgas podem surgir a qualquer momento, em particular dentro das habitações, já que as condições ambientais o favorecem (temperatura, humidade). É assim importante manter-se alerta ou preferencialmente adoptar um programa preventivo anual.

A reaplicação dos produtos nos intervalos aconselhados é fundamental para a obtenção de resultados satisfatórios.

Consulte sempre o seu Médico Veterinário.

 

 

• Que problemas podem as Carraças causar aos animais?

Babesiose

É uma doença parasitária provocada por um protozoário microscópico, que afecta maioritariamente os cães, podendo provocar a morte.

 

Detalhe microscópico do parasita (babesia) nos glóbulos vermelhos

Como diagnosticar a babesiose?

É provável que encontre o seu cão muito triste, provavelmente com a febre alta, abatido e a perder sangue pela urina.

À menor suspeita deverá consultar o seu Médico Veterinário.

 

Fotografia de cão com mucosa pálida

Erliquiose

É uma doença parasitária provocada por um protozoário microscópico, que afecta maioritariamente os cães, podendo inclusive provocar a morte.

 

Detalhe microscópico do parasita (ehrlichia)

 

Como diagnosticar a erliquiose?

A única maneira de saber se o seu cão sofre de erliquiose é consultando um Médico Veterinário. Os sintomas mais frequentes são abatimento, vómito, febre, perda de apetite e também anemia.

Deve-se iniciar o tratamento ainda na fase inicial para evitar que alcance a fase crónica da doença.

 

Como se transmitem estas doenças?

Quando as carraças se alimentam através da sua picada, podem transmitir agentes patogénicos (ex.: protozoários) dos animais doentes aos animais sãos. Todas as fases evolutivas (larva, ninfa ou adulto) podem fazer essa transmissão.

Ilustração de contaminação parasitária a partir de carraça e fotografia microscópica de carraça

 

 

• O que se pode/deve fazer contra as Carraças?

É importante reduzir o nº de picadas de carraça, já que é através destas que há possibilidade de ocorrer a transmissão de doenças (regra geral é necessário que a carraças permaneça fixada cerca de 12 a 24 horas).

Apesar de existirem vacinas para doenças transmitidas por carraças, recomendamos a prevenção através do uso de produtos antiparasitários com efeito repelente e/ou acaricida (elimina as carraças) reconhecido e comprovado, e que simultaneamente sejam seguros para os animais e Homem. Deste modo, diminui-se o risco potencial de transmissão.

Na adopção de um esquema de prevenção/tratamento contra carraças, deverá ter em conta a altura de maior propensão de existência das mesmas (em Portugal regra geral decorre nos meses de Março a Setembro). Deve iniciar-se o esquema antes de começarem a surgir as primeiras carraças e até depois de desaparecem.

Consulte sempre o seu Médico Veterinário.

 

 

 

• Que problemas podem os Flebótomos (pequenos insectos) causar nos cães?

A leishmaniose é uma doença dos cães provocada por um parasita protozoário (leishmania), que invade diversos órgãos, causando lesões de diversa extensão/gravidade e que pode até provocar a morte.

O animal de companhia mais afectado é o cão.

Transmite-se de animal para animal através de insectos do género Phlebotomus.

 

Fotografia de flebótomo sobre pele humana

Principais sintomas

Ilustração dos sintomas da leishmaniose nos cães

Quais as zonas de maior risco (endémicas)?

Os flebótomos (insectos transmissores) necessitam de condições geográficas/climatéricas apropriadas para se multiplicarem. Essas condições podem-se encontrar em diversas regiões de Portugal e Espanha.

 

Mapa da Península Ibérica ilustrando as zonas endémicas de flebótomos

Como saber se um cão tem leishmaniose?

O seu Médico Veterinário é o profissional indicado para fazer o diagnóstico desta doença recorrendo a exames clínicos e laboratoriais.

O tratamento desta doença é complicado e pode não conduzir à “cura definitiva” (possibilidade de recidivas) pelo que se torna muito importante proceder o máximo possível à prevenção. Só assim será possível evitar sofrimento.

Sinais

Duas fotografias ilustrativas dos sintomas da leishmaniose

 

 

• O que se pode/deve fazer contra os Flebótomos?

É importante evitar que os flebótomos piquem os cães. Reduzindo ao mínimo o nº de picadas, diminui-se ao máximo o risco de contrair a doença.

A incidência das picadas dá-se em particular ao anoitecer, momento de maior actividade dos flebótomos e ocorre sobretudo nos meses de Primavera, Verão e Outono. Assim, se durante esse período recolher os seus cães (ex.: canil com rede mosquiteira apropriada, ou seja, malha muito fina) estará a diminuir a possibilidade de serem picados.

Apesar de existirem vacinas para esta doença recomendamos a prevenção através da aplicação nos cães de produtos antiparasitários com efeito repelente comprovado para flebótomos. Embora não se possa assegurar 100% de protecção, consegue-se reduzir o risco de contrair a doença. Para tal é fundamental seguir “à risca” as recomendações dos intervalos de aplicação.

Tenha atenção quando viajar com o seu cão. Se pretender deslocar-se para zona endémicas de leishmaniose deverá antecipadamente proteger os seus animais.

Consulte sempre o seu Médico Veterinário.

 

 

• Que problemas podem os Mosquitos causar aos animais?

Um determinado tipo de mosquitos pode transmitir uma doença parasitária grave que pode afectar cães, gatos e animais exóticos como os furões. É provocada pelo verme redondo Dirofilaria immitis (microfilárias). Esta doença também é conhecida por doença do verme do coração, porque os vermes adultos alojam-se nesse órgão, onde se alimentam e reproduzem.

Ilustração de mosquito a transmitir parasitas        Ilustração de coração contaminado com vermes adultos

 

Que problemas podem as microfilárias causar aos animais?

 

• Que problemas podem os Ácaros causar aos animais?

Sarna sarcóptica

 

Fotografia microscópica de ácaro

Nos cães, localiza-se nas zonas com menos pêlo: bordos das orelhas, cotovelos, região do abdómen, axilas e joelhos.

 

Ilustração da contaminação de sarna pelos ácaros

As manifestações começam por um prurido intenso que se traduz no acto de coçar contínuo (podem-se observar crostas).

 

Fotografia de cão com lesões resultantes de sarna

Demodecose (sarna demodécia)

 

Fotografia microscópica de demodecose (sarna demodécia)

Pode aparecer em qualquer idade e surge normalmente quando há quebras no sistema imunitário do cão (devido a infecções, mau estado geral do animal).

A demodecose pode ser generalizada (mais grave) ou localizada (menos grave).

 

Ilustração da contaminação de Demodecose (sarna demodécia) pelos ácaros

A demodecose nota-se em particular nas extremidades e face (à volta dos olhos e boca). Nos cães é frequente estender-se a todo o corpo.

 

Duas fotografias de cães contaminados com Demodecose (sarna demodécia)

Sarna por otodectes 

Fotografia microscópica de ácaro otodectes

O ácaro otodectes tem dimensões superiores às dos outros ácaros e localiza-se nas orelhas dos cães e gatos.

É muito contagioso.

 

Ilustração da contaminação de ácaros otodectes em orelha de animal

O ácaro alimenta-se de sangue, cera e de secreções resultantes da inflamação.

 

Fotografia de contaminação de ácaros otodectes em orelha de animal

Produz prurido e irritação. O animal sacode a cabeça e coça as orelhas nos objectos que encontra.

 

Fotografia de cão a abanar a cabeça

 

 

 

 

• O que se pode/deve fazer contra a Sarna?

Aos primeiros sintomas de sarna deve dirigir-se ao seu Médico Veterinário para ser feito o diagnóstico e tratamento adequado. O tipo e duração do tratamento, bem como os cuidados adicionais, variam em função do tipo de sarna, da resposta apresentada e do estado geral de saúde do animal.

Uma das medidas imprescindíveis que se deve ter em conta em qualquer tratamento de sarnas é a aplicação de antiparasitários de acção acaricida, que eliminem os ácaros de modo a favorecer a rápida regeneração da pele lesionada. Hoje em dia existem produtos de fácil aplicação que são eficazes e seguros.

Se o seu animal de companhia sofre de uma sarna é também aconselhável evitar o contacto directo com outros animais e com o Homem, de modo a evitar possíveis contágios.

Fonte: Livre de parasitas

DIROFILARIOSE

DIROFILARIOSE CANINA

A dirofilariose, ou doença do “verme do coração” é causada por um parasita que, na sua fase adulta, aloja-se no interior do coração.

O parasita é transmitido através da picada de um mosquito que deposita as larvas na pele do cão. Após vários meses, essas larvas migram para vários órgãos que serão por elas afetados: sobretudo os pulmões e o coração, mas também o o fígado, o baço, a pele, os rins, o cérebro e os olhos. No coração, o parasita já adulto, chega a medir até 30 centímetros e completa o seu ciclo de vida reproduzindo-se. Essa descendência chega ao mosquito, quando este pica o cão, dá continuidade a este ciclo.

Os cães com dirofilariose manifestam frequentemente intolerância ao exercício, tosse, dificuldades respiratórias, problemas hepáticos e/ou renais, entre outros sintomas que evidenciam a doença. Geralmente a doença desenvolve-se de forma crónica e pode causar a morte vários anos depois; contudo, pode também desenvolver-se de forma aguda e provocar a morte em poucas horas.

É uma doença generalizada, mais comum em áreas quentes e húmidas, onde os mosquitos são mais abundantes. Em Espanha, as áreas mais afetadas são as Ilhas Canárias, a bacia do Ebro, Valência e Huelva. No entanto, pode ocorrer em qualquer área da península, facto que deveremos ter em conta quando viajamos com o cão.

A dirofilariose tem tratamento, mas é mais simples e seguro a sua prevenção com produtos específicos e exames regulares.

Fonte: Royal Canin

As carraças

As carraças são parasitas externos que afetam o cão, não só devido ao seu aspeto desagradável, mas também porque causam muitos riscos para a sua saúde.

As carraças estão distribuídas por quase todo o mundo e em Portugal aparecem sazonalmente nas épocas de calor, de março a outubro. Embora possam localizar-se em qualquer ponto da anatomia do animal, têm uma predileção pelas orelhas, axilas e entre os dedos.

As carraças alimentam-se do sangue do cão, picando-lhe a pele, onde deixam uma pequena irritação em torno do ponto da picada. Ainda assim, podem ser observadas outras complicações após uma remoção incompleta do parasita ( granuloma eosinofílico e/ou abcessos).

Perante a ocorrência de uma infestação em massa, os efeitos podem ser muito mais graves, uma vez que pode provocar anemia, devido à quantidade de sangue perdido pelo cão na alimentação de todas essas carraças.

Contudo, o principal risco é a a transmissão de doenças, que podem colocar o cão em perigo a vida, tal como a ehrlichiosis ou a doença de Lyme. Esta última é, para além disso, uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos.

De modo a nos protegermos dos perigos das carraças, o melhor remédio é a sua prevenção. O nosso veterinário será a pessoa mais indicada para aconselhar o produto mais adequado, entre uma vasta gama do mercado de antiparasitários para cães e para gatos.

Fonte: Royal Canin